
Os Tambores De Minas
Milton Nascimento
Resistência e ancestralidade em “Os Tambores De Minas”
Em “Os Tambores De Minas”, Milton Nascimento utiliza a imagem dos tambores como símbolo da resistência, ancestralidade e força coletiva do povo mineiro, especialmente das comunidades afro-brasileiras. Ao citar “Morro velho, senzala, casa cheia”, ele faz uma ligação direta com a história da escravidão em Minas Gerais, trazendo à tona tanto o sofrimento quanto a união e celebração dessas comunidades. O verso “Bate forte até sangrar a mão” destaca a intensidade das manifestações culturais e religiosas, como o congado, onde tocar o tambor é um ato de fé, dor e esperança.
A letra mistura cenas do cotidiano mineiro, como “trem de ferro”, “procissão, chão de flores e Jesus”, com referências à musicalidade popular, como “bumbo, surdo e caixa” e “batucando por fé e destino”. Elementos como “bater roupa em riacho a lavadeira” e “o tambor da musculatura, o tum-tum ancestral do coração” ampliam o significado dos tambores, mostrando que o ritmo e a tradição estão presentes em todos os aspectos da vida, do trabalho à espiritualidade. A repetição de “Os tambores de Minas soarão / Seus tambores nunca se calaram” reforça a ideia de continuidade e resistência cultural, indicando que, apesar das adversidades históricas, a identidade mineira segue viva e pulsante por meio de suas manifestações artísticas e religiosas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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