
Ruas da Cidade (part. Lô Borges)
Milton Nascimento
Memória indígena e urbanização em “Ruas da Cidade (part. Lô Borges)”
Em “Ruas da Cidade (part. Lô Borges)”, Milton Nascimento faz uma homenagem direta aos povos indígenas, ao mesmo tempo em que denuncia o apagamento de suas culturas diante do avanço das cidades. Logo no início, a menção a diferentes tribos evidencia a intenção de dar visibilidade a esses povos, frequentemente esquecidos na história urbana brasileira. O refrão “Todos no chão” funciona como um lamento coletivo, expressando como essas populações foram soterradas, tanto física quanto simbolicamente, pelo crescimento urbano.
A letra contrapõe elementos do passado indígena com imagens do progresso moderno, como em “Passa bonde, passa boiada, passa trator, avião”. Essa sequência mostra como a modernização substituiu as antigas formas de vida, enquanto versos como “A parede das ruas / Não devolveu / Os abismos que se rolou” sugerem que a urbanização não só apagou memórias, mas também deixou feridas profundas. O trecho “A cidade plantou no coração / Tantos nomes de quem morreu” reforça que, mesmo quando as ruas recebem nomes indígenas, isso não compensa a perda real dessas culturas. Assim, a música reflete sobre memória, história e o preço da transformação urbana, transmitindo sentimentos de saudade, denúncia e respeito pelos povos originários.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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