
Morro Velho
Milton Nascimento
Infância e desigualdade social em "Morro Velho" de Milton Nascimento
"Morro Velho", de Milton Nascimento, retrata com sensibilidade a realidade do Brasil rural, destacando como as diferenças sociais e raciais moldam o destino de duas crianças. O verso “Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho” mostra a inocência da infância, quando ambos compartilham momentos de igualdade. No entanto, a música logo revela que essa igualdade é passageira: o menino branco tem a chance de estudar na cidade, enquanto o menino negro permanece na fazenda, preso ao trabalho e à falta de oportunidades.
A letra utiliza imagens do cotidiano rural, como “fazenda é o camarada que ao chão se deu” e “orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada”, para valorizar a dignidade do trabalhador, mesmo diante da desigualdade. O retorno do menino branco, agora formado e dono da fazenda, marca a separação definitiva: “E seu velho camarada, já não brinca, mas trabalha”. Essa passagem evidencia como as estruturas sociais se perpetuam, mostrando que o afeto da infância não resiste às barreiras de cor e classe. O tom nostálgico da canção reforça a tristeza diante de um destino que parece inevitável, trazendo uma crítica social marcante à realidade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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