
Caxangá
Milton Nascimento
Crítica social e esperança em "Caxangá" de Milton Nascimento
Em "Caxangá", Milton Nascimento faz uma crítica direta à desigualdade social e à exploração do trabalho no Brasil. Nos versos “Veja bem meu patrão como pode ser bom / Você trabalharia no sol / E eu tomando banho de mar”, o artista propõe uma inversão de papéis entre patrão e empregado, questionando a justiça das relações de trabalho. Esse tom contestador ganha ainda mais força quando lembramos que a música foi lançada durante o regime militar, período marcado pela censura. Para escapar da repressão, a canção chegou a ser apresentada sem letra, o que reforça o peso simbólico de abordar temas como luta, resistência e busca por justiça social.
O termo “caxangá” remete a uma brincadeira de roda, evocando a ideia de coletividade e partilha. Isso aparece na imagem da roda em volta do fogo, onde “todo mundo abrindo o jogo / Conta o que tem pra contar”, sugerindo um espaço de solidariedade entre trabalhadores, em contraste com a opressão do dia a dia. A rotina exaustiva é retratada em “Saio do trabalho, ei / Volto para casa, ei / Não lembro de canseira maior / Em tudo é o mesmo suor”, destacando tanto a dureza da vida quanto a dignidade do trabalhador. Por fim, o verso “fome de um dia poder / Morder a carne desta mulher” funciona como metáfora do desejo por uma vida melhor e mais justa, apontando para a esperança de transformação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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