
Coração Civil
Milton Nascimento
Esperança e democracia em “Coração Civil” de Milton Nascimento
Em “Coração Civil”, Milton Nascimento e Fernando Brant usam referências diretas para expressar o desejo de um Brasil mais democrático e justo. A menção a “São José da Costa Rica, coração civil” destaca a Costa Rica como exemplo de democracia estável, sugerindo que o Brasil, no início dos anos 1980, deveria buscar inspiração em modelos que valorizam os direitos humanos e a liberdade. Esse contexto é fundamental, já que a música foi lançada durante o processo de redemocratização, após anos de ditadura militar.
A letra apresenta uma série de desejos coletivos, como “felicidade nos olhos de um pai”, “alegria muita gente feliz” e “justiça reine em meu país”. Esses versos refletem o anseio por justiça, liberdade e bem-estar para todos. Ao valorizar características culturais brasileiras, como “preguiça” e “malícia”, a canção celebra a identidade nacional e mostra que a criatividade e a leveza do povo são formas de resistência. O trecho “sem polícia, nem a milícia, nem feitiço pra ter poder” reforça o repúdio à opressão e ao autoritarismo. O otimismo aparece na crença de que “sonhar coisas boas que o homem faz” pode transformar a realidade. Assim, “Coração Civil” se firma como um chamado à esperança ativa e à construção coletiva de um futuro melhor.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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