
Milagre dos Peixes
Milton Nascimento
Liberdade e resistência em "Milagre dos Peixes" de Milton Nascimento
"Milagre dos Peixes", de Milton Nascimento, aborda de forma sensível a tensão entre liberdade de expressão e repressão durante a ditadura militar no Brasil. O verso “E no andor de nossos novos santos / O sinal de velhos tempos / Morte, morte, morte ao amor” faz referência direta à censura e à perseguição de ideias, mostrando como valores autoritários persistiam sob novas formas de controle. O contexto histórico é fundamental: o álbum foi censurado, e Milton respondeu com experimentações vocais e musicais, transformando a obra em um manifesto silencioso contra a opressão.
A letra utiliza elementos da natureza como símbolos de pureza, liberdade e resistência. Quando Milton canta “Eu vejo esses peixes e vou de coração / Eu vejo essas matas e vou de coração à natureza”, ele contrapõe a verdade do mundo natural à artificialidade representada pelo “gênio televisor” e pelas “telas”. O trecho “Eles não falam do mar e dos peixes / Nem deixam ver a moça, pura canção / Nem ver nascer a flor, nem ver nascer o Sol” denuncia a proibição de temas sensíveis e genuínos, evidenciando como a censura impedia a expressão do amor, da inocência e da esperança. No final, versos como “Eu tenho esses peixes e dou de coração / Eu tenho essas matas e dou de coração” reafirmam o compromisso do artista com a partilha e a autenticidade, mesmo diante da repressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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