
Sentinela (part. Nana Caymmi)
Milton Nascimento
Memória e união diante da morte em “Sentinela (part. Nana Caymmi)”
Em “Sentinela (part. Nana Caymmi)”, Milton Nascimento cria uma atmosfera solene ao incorporar o coro de monges beneditinos, reforçando o clima de vigília e respeito diante da morte, tema central da música. O verso “Morte, vela, sentinela sou do corpo / Desse meu irmão que já se vai” destaca o papel de quem permanece: cuidar da memória e do legado dos que partiram, demonstrando resistência e reverência. A participação de Nana Caymmi, com seu timbre marcante ao lado de Milton, intensifica a sensação de comunhão e continuidade, especialmente significativa após o falecimento de Nana, que Milton descreveu como a perda de parte de sua própria história.
A letra explora a dualidade entre a finitude e a permanência. Em “Longe, longe, ouço essa voz / Que o tempo não vai levar”, fica claro que, mesmo com a morte física, a memória e os ensinamentos dos que se foram continuam vivos. O trecho “Precisa gritar sua força, ê, irmão, sobreviver / A morte ainda não vai chegar se a gente, na hora de unir / Os caminhos num só, não fugir, nem se desviar” ressalta a importância da união e do amor como formas de resistência diante das adversidades. A canção sugere que a verdadeira superação da morte está no amor, na solidariedade e na busca pela liberdade, simbolizada na figura da mulher em “Liberdade buscar na mulher que você encontrou”. Assim, “Sentinela” se apresenta como um hino à memória, à união e à esperança, mesmo diante da dor e da perda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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