
Aqueles Olhos Verdes
Milton Nascimento
Memória e saudade em "Aqueles Olhos Verdes" de Milton Nascimento
Em "Aqueles Olhos Verdes", Milton Nascimento revisita um clássico do bolero no álbum "Crooner" e imprime à canção um forte tom de nostalgia pessoal. Ao escolher essa música, ele resgata lembranças de sua juventude como cantor de bailes, trazendo à tona memórias afetivas e uma conexão direta com suas raízes musicais. A letra destaca o olhar descrito como fonte de fascínio e sofrimento, representando um amor impossível ou perdido. As metáforas "pedaços do luar" e "miragem profunda do oceano" para os "olhos verdes" reforçam a dualidade entre beleza e mistério, mas também sugerem ilusão e perigo, mostrando como a atração pode vir acompanhada de dor.
A passagem do português para o espanhol na última estrofe aproxima a versão de Nascimento da origem latina da canção, ampliando o sentimento de saudade e tornando a experiência do amor não correspondido mais universal. O verso “En cuyas quietas aguas un día me miré” (Em cujas águas calmas um dia me vi) mostra como o olhar do outro serviu de espelho para emoções profundas, enquanto “No saben las tristezas que en mi alma han dejado” (Não sabem as tristezas que deixaram em minha alma) evidencia o impacto duradouro dessa paixão. Ao interpretar essa música, Milton Nascimento homenageia suas origens e transmite, com maturidade, a melancolia de quem revive as dores e belezas dos amores do passado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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