
Viola Violar
Milton Nascimento
Reflexões sobre tempo e existência em “Viola Violar”
A música “Viola Violar”, de Milton Nascimento, explora a passagem do tempo e a inevitabilidade da morte de maneira sensível, misturando cenas do cotidiano com questionamentos existenciais. O verso “brindando a morte em tom de brincadeira” mostra como o eu lírico encara a finitude com leveza, usando a ironia como forma de resistência diante das dificuldades. A referência a “minha fome morde o seu retrato” traz à tona a luta diária e a escassez, mas também aponta para a força de quem segue em frente apesar das adversidades.
A viola, instrumento central na canção, simboliza tanto a ligação com as raízes da música popular brasileira quanto a sobrevivência e a expressão pessoal, como em “minha viola é o resto de uma feira”. O jogo de palavras com “violar” sugere não só o ato de tocar o instrumento, mas também a ideia de transgredir, romper barreiras e se reinventar. Trechos como “amanhã mais vinte anos desfilados na avenida” e as imagens de “arranha-céu, ave noturna” conectam a experiência individual ao ritmo da vida urbana, mostrando como o tempo se acumula em camadas de vivências, fracassos e desejos. Ao alternar entre segurança e incerteza, vida e morte, Milton Nascimento e Márcio Borges transformam experiências pessoais em reflexões universais sobre o sentido da existência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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