
O Que Será (a Flor da Pele) (part. Chico Buarque)
Milton Nascimento
Desejo e liberdade em “O Que Será (a Flor da Pele) (part. Chico Buarque)”
Em “O Que Será (a Flor da Pele) (part. Chico Buarque)”, Milton Nascimento e Chico Buarque exploram um desejo intenso e incontrolável, que ultrapassa qualquer explicação racional ou barreira moral. A letra fala de um sentimento que “brota à flor da pele”, deixando a pessoa vulnerável e dominada por impulsos irresistíveis. Trechos como “me faz mendigo, me faz suplicar” e “me queima por dentro” mostram uma paixão tão forte que desafia regras e convenções sociais. Essa atmosfera remete à personagem Dona Flor, do romance de Jorge Amado, que serviu de inspiração direta para a canção, reforçando a ideia de um desejo que não pode ser contido.
O contexto histórico do regime militar brasileiro acrescenta outra camada de significado. Embora a música possa ser vista como uma celebração do desejo amoroso, também foi interpretada como metáfora para anseios reprimidos e resistência política. A censura da época suspeitava de alusões a Cuba e à subversão, mas Chico Buarque sempre ressaltou os múltiplos sentidos da obra. Versos como “o que não tem governo, nem nunca terá / o que não tem juízo” podem se referir tanto à força indomável do desejo quanto à liberdade de ideias e sentimentos que escapam ao controle de qualquer autoridade. Assim, a canção permanece aberta, transitando entre amor, paixão e liberdade, e convida o ouvinte a reconhecer em si mesmo aquilo que não pode ser nomeado ou contido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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