
A Sede do Peixe (Para o Que Não Tem Solução)
Milton Nascimento
Tradição mineira e existencialismo em “A Sede do Peixe (Para o Que Não Tem Solução)”
Em “A Sede do Peixe (Para o Que Não Tem Solução)”, Milton Nascimento faz uma homenagem à cultura e à história de Minas Gerais ao citar Aleijadinho, escultor fundamental do barroco mineiro. O verso “Qual aleijadinho de sabará” conecta a busca artística do Clube da Esquina à tradição barroca, marcada pela mistura de influências e pela criação de uma arte autêntica e nacional. Essa relação aparece também nas imagens presentes na música, como “ser o barro embaixo do sol” e “ser chuva lavrando sertão”, que simbolizam transformação, resistência e fertilidade — temas centrais tanto na obra de Aleijadinho quanto na identidade mineira.
A letra aborda a ideia de que algumas necessidades e angústias humanas não têm solução simples. O trecho “Para o que não tem solução / A sede do peixe ensinou” usa a metáfora do peixe, que vive na água mas ainda sente sede, para falar de desejos e carências existenciais impossíveis de saciar completamente. O verso “Não me vale a água do mar / Nem vinho, nem glória, navio” reforça que prazeres, conquistas ou viagens não preenchem esse vazio. Ao final, a música sugere serenidade diante do que não pode ser resolvido: “A calma do louco ensinou / A dizer nada” e “A dizer razão” indicam a aceitação tranquila do insolúvel, valorizando o silêncio e a contemplação como respostas ao mistério da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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