
Olho-D'Água (part. Canarinhos de Petrópolis)
Milton Nascimento
Memória e saudade em “Olho-D'Água (part. Canarinhos de Petrópolis)”
Em “Olho-D'Água (part. Canarinhos de Petrópolis)”, Milton Nascimento explora a força das memórias e dos laços afetivos por meio da repetição de nomes de pessoas e lugares. Essa escolha reforça o sentimento de saudade e pertencimento, como se o eu lírico buscasse reconectar-se com um passado que permanece vivo, mas distante. A participação do coral infantil Canarinhos de Petrópolis intensifica o clima nostálgico, trazendo à tona a inocência e a pureza das lembranças de infância. Ao citar localidades como “Beira Rio”, “Duas Barras”, “Morro Velho” e “Ponte Nova”, Milton faz referência direta às suas raízes mineiras, mostrando que cada lugar carrega histórias e pessoas marcantes de sua trajetória.
A letra trabalha com a passagem do tempo e a persistência da memória, especialmente em versos como “E já passou, não quer passar” e “E já choveu, não quer chegar”. Essas frases expressam a sensação de experiências que, embora tenham ficado para trás, continuam presentes de forma difusa e inacabada. O refrão, ao perguntar por pessoas – “Nena, Pipo, cadê você?” – e ao listar lugares, reforça a ideia de ausência e de busca, como se o narrador tentasse resgatar fragmentos de relações e momentos que ainda ecoam em sua identidade. O título “Olho-D'Água” funciona como uma metáfora para a fonte das emoções e lembranças, um ponto de origem que alimenta a saudade e a contemplação presentes em toda a música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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