
Os Povos
Milton Nascimento
Solidão e pertencimento em "Os Povos" de Milton Nascimento
Em "Os Povos", Milton Nascimento constrói um retrato sensível de uma comunidade marcada pela solidão e pelo apego ao passado. A repetição de "meu povo, meu povo" reforça o sentimento de pertencimento, mas também evidencia o lamento por uma coletividade que se fechou para o novo, tornando-se prisioneira da própria nostalgia e do medo de mudanças. Imagens como "aldeia morta" e "portão de ferro" ilustram um cenário de abandono e resistência silenciosa à transformação, enquanto símbolos como o "anel de ouro" e o "cadeado" representam tanto laços afetivos quanto o enclausuramento emocional.
A canção foi composta em um momento de saudade e homenagem aos amigos venezuelanos de Milton, o que contribui para sua atmosfera melancólica e contemplativa. O verso "A gente aprende a viver só" sintetiza a mensagem central: diante do isolamento e da estagnação, resta ao indivíduo aprender a lidar com a solidão. A expressão "cordilheira de sonhos que a noite apagou" sugere a perda de esperanças coletivas, enquanto "caminhar e morrer dentro de seus braços" aponta para a aceitação resignada de que, mesmo entre afetos, a solidão pode ser inevitável. Assim, "Os Povos" reflete sobre a busca por pertencimento e o desafio de encontrar sentido em meio à desolação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Milton Nascimento e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: