Orgulho e ancestralidade em "Raça" de Milton Nascimento
A música "Raça", de Milton Nascimento, destaca-se por transformar referências pessoais e coletivas da cultura afro-brasileira em uma celebração da ancestralidade e da resistência. O verso “Lá vem a força, lá vem a magia / Que me incendeia o corpo de alegria” mostra como a herança negra é fonte de energia e alegria, indo além da lembrança para se tornar uma presença ativa e transformadora. A letra equilibra momentos de euforia e luta, como em “a fome, a fúria, o sangue que já se levanta”, sugerindo que a força da população negra é tanto celebração quanto resistência diante das adversidades históricas.
Milton Nascimento homenageia figuras marcantes como Clementina de Jesus, Monsueto, Grande Otelo e Naná Vasconcelos, citados diretamente na letra. Ao dizer “É Clementina cantando bonito / As aventuras do seu povo aflito”, a canção reconhece o papel dessas personalidades na preservação e difusão da cultura afro-brasileira. O trecho “Seu Francisco, boné e cachimbo / Me ensinando que a luta é mesmo comigo” reforça a ideia de aprendizado e continuidade da luta por dignidade. A repetição de nomes femininos, como em “Todas Marias, Maria Dominga”, amplia o tributo à coletividade, mostrando que a força da raça é construída por muitos, em diferentes tempos e espaços. "Raça" se consolida como um hino de orgulho, memória e esperança, cuja relevância permanece atual, como demonstrado pela homenagem da Portela no Carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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