
Sertão das Águas
Milton Nascimento
Conexão entre Amazônia e sertão em “Sertão das Águas”
Em “Sertão das Águas”, Milton Nascimento propõe uma nova visão do sertão, rompendo com a imagem tradicional de um lugar seco e árido. A música apresenta um sertão líquido, marcado por rios, igarapés e pela vida das populações ribeirinhas. O verso “sertão canoa das populações ribeirinhas que vivem dos frutos da mata e que não podem a floresta ver destruída” destaca a dependência dessas comunidades da floresta e dos rios, além de alertar para a urgência de preservar esse modo de vida diante das ameaças do desmatamento e da destruição ambiental, simbolizadas pelo fogo e pelo trator.
A canção utiliza imagens como “ilhas de mel, são rios de mel, remansos e correnteza” para transmitir tanto a doçura quanto a força da natureza amazônica. Há também uma referência direta ao romance “Grande Sertão: Veredas”, especialmente na frase “viver só carece coragem”, que aproxima a coragem exigida no sertão de Guimarães Rosa da resistência das populações amazônicas. Inspirada pela convivência de Milton com povos indígenas e seringueiros durante a criação do álbum “Txai”, a música traz versos como “o grito dessas pessoas no fundo dos seringais, devia ser escutado em Beléns e Manais”, reforçando a importância de dar voz às comunidades tradicionais. Assim, “Sertão das Águas” celebra a beleza e a resiliência do sertão amazônico, ao mesmo tempo em que denuncia as ameaças e convoca à empatia e à preservação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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