
Beira-Mar Novo
Milton Nascimento
Despedida e coragem em "Beira-Mar Novo", de Milton Nascimento
Em "Beira-Mar Novo", Milton Nascimento retrata a despedida de um canoeiro, destacando não só a separação física de sua terra natal, mas também o sentimento de incerteza e coragem diante do desconhecido. O verso “Arriscando minha vida / Numa canoa furada” evidencia a vulnerabilidade e o risco dessa travessia, mostrando que buscar novos horizontes exige desprendimento e bravura, mesmo em condições adversas. A repetição do adeus à “dona” e ao “riacho de areia” reforça o vínculo afetivo com o lugar e as pessoas que ficam para trás, tornando a partida ainda mais carregada de emoção.
A expressão “beira-mar” funciona como uma metáfora, especialmente no contexto do Vale do Jequitinhonha, ampliando o significado da música para além de uma simples viagem. Ela representa as transições inevitáveis da vida, os ciclos de partida e chegada. Quando o personagem diz “Eu sou canoeiro / Eu não moro mais aqui / Nem aqui quero morar”, ele assume sua identidade errante, alguém que pertence ao movimento e à busca constante, e não a um lugar fixo. A referência a morar “na casca da lima / No caroço do juá” sugere uma existência simples, quase nômade, ligada à natureza e à cultura popular da região. Assim, "Beira-Mar Novo" celebra a tradição oral e musical do interior mineiro, ao mesmo tempo em que expressa o desejo universal de partir, recomeçar e buscar novos caminhos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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