
Teia de Renda
Milton Nascimento
Memória e superação no presente em "Teia de Renda"
Em "Teia de Renda", Milton Nascimento utiliza a imagem da teia para representar a memória como algo delicado, mas também capaz de aprisionar. A letra mostra como lembranças, desejos e amores vividos formam uma rede de emoções que pode tanto embelezar quanto limitar a vida. Isso fica claro em versos como “De mil canteiros de ilusões / Brotam desejos que já vivi”, onde o passado é visto como fértil, mas também repetitivo, sugerindo que viver apenas de recordações pode impedir o avanço.
O trecho “Eu não aceito o que se faz / Negar a luz fingindo que é paz” destaca a recusa em aceitar uma paz superficial, construída sobre a negação da verdade ou da vitalidade. O contexto do álbum "Ânima" e a parceria com Túlio Mourão reforçam o tom reflexivo da música, que questiona o conformismo e valoriza a intensidade do presente. Isso aparece em “A vida é hoje, o sol é sempre / Se já conheço eu quero é mais”, defendendo a busca por novas experiências e pela autenticidade. Assim, "Teia de Renda" propõe superar a saudade paralisante e não se prender a lembranças que, apesar de belas, podem impedir o crescimento pessoal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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