
Sem Fim
Milton Nascimento
Dor e busca por pertencimento em “Sem Fim” de Milton Nascimento
“Sem Fim”, de Milton Nascimento, aborda de forma sensível a dor da separação familiar e o sentimento de desamparo que acompanha a busca por identidade. O verso “Quando me larguei / Lá de onde eu vim” indica um rompimento com as origens, reforçado pela ausência dos pais: “Não chamei meu pai / Minha mãe não viu / Desgarrei de nós”. Esse trecho se conecta diretamente ao contexto de separação dos pais do artista, evidenciando a sensação de abandono e a necessidade de enfrentar o mundo sozinho, o que torna a jornada de autodescoberta ainda mais solitária.
A repetição de imagens como “um sertão sem fim” e “um desvão sem fim” amplia a ideia de vazio e de um caminho árido, onde a solidão é constante. Elementos do cotidiano, como “chão de Sol a Sol” e “ramo de alecrim”, remetem à simplicidade da infância e à vida no interior, criando um contraste com a complexidade emocional do adulto que se sente perdido. O pedido “Coração não deixe de bater” funciona como um apelo à resistência diante das adversidades, reforçando a atmosfera introspectiva e a luta silenciosa para não sucumbir ao desamparo. Assim, a canção transforma uma experiência pessoal de perda e busca em uma reflexão universal sobre crescer, perder e tentar se reencontrar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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