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Memória e saudade em “Dos Cruces” de Milton Nascimento

Em “Dos Cruces”, Milton Nascimento transforma a separação dos amantes em um símbolo de luto e memória, indo além de uma simples história de amor perdido. A imagem das “duas cruzes cravadas no monte do esquecimento” destaca a dor da perda e a permanência da lembrança, tornando o fim do relacionamento algo marcante e inesquecível. O cenário de Sevilha, com menções à “lunita plateada” (pequena lua prateada), ao Bairro de Santa Cruz e à Plaza de Doña Elvira, reforça o tom nostálgico e transporta o ouvinte para um espaço de recordações, onde a beleza do lugar se mistura à tristeza do que não pôde ser vivido.

A canção, composta originalmente por Carmelo Larrea em 1952, ganha novo significado na voz de Milton Nascimento, especialmente por ser a única faixa em espanhol do álbum “Clube da Esquina”. Isso acentua o sentimento de exílio emocional e de distância. A letra fala de um amor “sin pecado” (sem pecado), puro, mas separado pelo destino. As cruzes simbolizam não só a morte desse sentimento, mas também a impossibilidade de compreensão entre os amantes: “por dos amores que han muerto sin haberse comprendido” (por dois amores que morreram sem terem se compreendido). Assim, a música se torna um lamento sereno sobre promessas e sonhos perdidos, evocando uma saudade que é ao mesmo tempo pessoal e universal.

Composição: Carmelo Larrea. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Adriana e traduzida por Thuany. Revisões por 4 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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