
Coisas de Minas
Milton Nascimento
Tradição, acolhimento e identidade em “Coisas de Minas”
Em “Coisas de Minas”, Milton Nascimento resgata a tradição oral e a memória coletiva do interior mineiro logo nos primeiros versos, ao entoar “Ê boi, ê boi”. Essa expressão típica do campo não só remete à vida rural de Minas Gerais, mas também convida o ouvinte a mergulhar nas lembranças e histórias do povo mineiro. No trecho “Se eu contasse o que ninguém conhece do povo daí / Iam dizer que é mentira, acabava a carreira e o que resta de mim”, Milton destaca como as experiências e peculiaridades de Minas podem parecer inacreditáveis para quem não as viveu, reforçando o valor único da cultura local.
A hospitalidade mineira é celebrada de forma clara em “A porta aberta, bem-vindo à casa, prazer conhecer / Se a conversa acabar na cozinha, já é da família”, mostrando o costume regional de receber bem e transformar visitantes em parte da família. Ao citar Ouro Preto ao lado de cidades como Paris e Filadélfia, o artista evidencia a riqueza cultural de Minas e sua capacidade de dialogar com o mundo sem perder suas raízes. O verso “Negro mina chora / Sonho apaixonado de quem canta / E cantará” ressalta a emoção e a resiliência do povo mineiro, especialmente dos descendentes de escravizados, cuja história de luta e esperança é central para a identidade local. Assim, Milton Nascimento mistura elementos pessoais e coletivos para traduzir, em música, a essência de Minas Gerais: um lugar de acolhimento, saudade, resistência e orgulho cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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