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Pescaria (Canoeiro) / o Mar É Meu Chão

Milton Nascimento

Relação de respeito e esperança em “Pescaria (Canoeiro) / o Mar É Meu Chão”

“Pescaria (Canoeiro) / o Mar É Meu Chão”, interpretada por Milton Nascimento, retrata a ligação profunda entre o pescador e o mar, destacando o respeito e a gratidão presentes na rotina da pesca. A letra enfatiza gestos simples e repetitivos, como “bota rede no mar / puxa rede do mar”, transformando o trabalho diário em um ritual carregado de significado. A expressão “Louvado seja Deus, ó meu pai” reforça a dimensão espiritual da canção, mostrando que a pesca vai além da sobrevivência: é também um momento de agradecimento pela generosidade da natureza, algo muito presente na cultura litorânea brasileira e valorizado na interpretação de Milton Nascimento.

A música, originalmente composta por Dorival Caymmi e reinterpretada por Milton, valoriza a esperança do pescador em trazer “presente pra Chiquinha, ter presente pra Iaiá”. Esses versos revelam o desejo de compartilhar os frutos do trabalho com pessoas queridas, mostrando que a pesca é também um gesto de cuidado e afeto. As imagens de remar, cercar o peixe e puxar a rede criam uma atmosfera de respeito pelo mar e pela vida, celebrando a conexão entre o homem, a natureza e a comunidade.


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