
Gato Na Noite
Miraculous Ladybug
Solidão e afeto em “Gato Na Noite”, de Miraculous Ladybug
A ameaça de “a vingança do gato virá” não é vilania; é dor de quem se sente descartado no Natal. No especial “O Natal de Ladybug”, “Gato Na Noite” — composta por Noam Kaniel e Fred Lenoir para o Miraculous: Christmas Album (2016) — expõe o vazio de Adrien em meio à festa parisiense: “Natal em Paris… e eu sem ninguém para abraçar”. O refrão ressignifica sua identidade: “Sou um gato na noite a vagar/ a voar” transforma a agilidade do herói em imagem de isolamento. Os saltos não simbolizam liberdade, mas fuga; o asfalto e o frio reforçam a indiferença de uma cidade bonita por fora, como ele admite em “E se você não liga se eu sorrir ou chorar…”. Diante da tentação de soltar um “Cataclismo!”, a sequência “Não dá, eu não consigo!” revela seu freio moral: o desejo de vingança existe, mas é contido.
A virada vem quando ele reconhece o próprio desgaste: “Estou com frio… Tanta raiva não sei bem de quem”. O foco sai da agressão e vai para o cuidado quando Adrien percebe Plagg exausto e faminto; o cansaço literal do kwami espelha o dele e exige gentileza: “Espera aí, eu vou ajudar você”. O pertencimento retorna, de modo simples, no bilhete de Marinette — “Feliz Natal…” — que vira abrigo contra a indiferença. Assim, “Gato Na Noite”, de Miraculous Ladybug, percorre da solidão e da carência de afeto à contenção do impulso vingativo, e encerra com esperança: um gesto pequeno interrompe a deriva do “gato na noite” e aponta um dia possível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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