
No Bojo da Peleia
Miro Saldanha
Contrastes urbanos e saudade em "No Bojo da Peleia"
"No Bojo da Peleia", de Miro Saldanha, aborda de forma clara o contraste entre o sonho de uma vida melhor na cidade grande e a dura realidade enfrentada por quem deixa o interior. O verso “Cidade grande é igual faca de corte / onde a mão do mais forte é quem chaireia” usa uma metáfora direta para mostrar como o ambiente urbano é competitivo e, muitas vezes, hostil. Essa imagem se conecta à inspiração do artista: jovens do interior atraídos pelos supostos encantos da cidade, mas que acabam enfrentando dificuldades e desilusões nos becos e vielas urbanos.
A música também destaca a perda de identidade e a saudade do campo. Nos versos “A frieza sem rosto da cidade / vai desumanizando nossas vidas; / e, assim, a gente perde a identidade! É verdade! / Vira boi, no curral das avenidas!”, Saldanha faz uma crítica social ao comparar a vida urbana à de um boi confinado, sugerindo que a individualidade se perde na multidão anônima. O tom nostálgico aparece na esperança de um retorno ao lar, expressa em “Mas, um dia, 'inda volto pra o meu chão”, reforçando o desejo de reconexão com as raízes do interior. O refrão, repetido como um mantra, ressalta a resiliência de quem já está “no bojo da peleia”, expressão gaúcha que simboliza a luta constante da vida para quem sempre enfrentou desafios.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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