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Doce de Cidra

Mococa e Paraíso

Memórias e saudade no interior em “Doce de Cidra”

"Doce de Cidra", de Mococa e Paraíso, utiliza um doce típico do interior como metáfora para sentimentos de saudade e perda. O doce de cidra, conhecido por seu sabor levemente amargo, representa a lembrança da doceira de olhos verdes. A experiência de saborear o doce é comparada à memória da personagem: ao mesmo tempo doce e marcada por um leve amargor, refletindo o misto de encanto e tristeza que o protagonista sente.

A letra se passa em um ambiente de festa do interior, com menções à quermesse, leilão e tradições sertanejas, criando uma atmosfera nostálgica. No verso “Seus olhos eram verdes tal o doce / Confesso que até me confundi”, o protagonista associa a cor e o brilho do doce à presença marcante da doceira, reforçando o elo entre o sabor e o sentimento despertado por ela. Quando a festa termina e a doceira vai embora, o “amargo que ficou” simboliza a ausência e a saudade, temas recorrentes na música sertaneja de raiz. Assim, "Doce de Cidra" transforma elementos simples do cotidiano em símbolos de emoções profundas, conectando memórias afetivas à cultura do interior brasileiro.

Composição: João Pacífico. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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