
Atalho
Mococa e Paraíso
Memórias e saudade no tempo de “Atalho”
A música “Atalho”, de Mococa e Paraíso, explora como o tempo transforma tanto os lugares quanto as emoções de quem os viveu. O atalho pelo bosque, descrito em versos como “o sol varando a copa verde da floresta” e “borboletas pequeninas”, vai além de um simples caminho: simboliza a infância e a inocência, um período marcado por simplicidade e pequenas alegrias. O contexto da letra mostra que esse atalho era o trajeto até a jardineira, transporte coletivo típico do interior, reforçando a ligação entre a rotina rural e as memórias afetivas do narrador.
Com o avanço da música, o contraste entre passado e presente se torna mais evidente. O narrador retorna ao local e percebe que o atalho não existe mais, o que representa a impossibilidade de voltar à juventude e à pureza daquele tempo. Trechos como “o atalho de meu peito abandonado” e “o vendaval dos desenganos em pedacinhos fez a minha mocidade” expressam a dor da perda e a saudade, enquanto a floresta se transforma em um espaço de nostalgia e reflexão. Assim, o atalho assume um duplo sentido: é tanto o caminho físico quanto o percurso emocional que conecta o passado ao presente, ressaltando a distância inevitável entre o que se foi e o que se é. A música transmite, de forma sensível, o sentimento universal de saudade e a certeza de que certos caminhos só podem ser revisitados pela memória.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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