Erva-cidreira
Monda
Reflexões sobre tempo e cuidado em “Erva-cidreira”
A música “Erva-cidreira”, do Monda, utiliza imagens do cotidiano rural para abordar temas como passagem do tempo, perda e resignação. No trecho “Algum dia eu era / E agora já não / Da tua roseira / O melhor botão”, a letra reflete sobre a juventude e o papel de destaque que alguém já teve, agora substituído por uma sensação de afastamento ou esquecimento. A escolha da erva-cidreira como símbolo central reforça essa ideia: além de ser uma planta comum nos lares portugueses, conhecida por suas propriedades calmantes, ela representa simplicidade, aconchego e a ligação com as raízes e tradições familiares.
O refrão “Ó erva-cidreira / Que estás no alpendre / Quanto mais se rega / Mais a folha pende” traz uma metáfora sobre cuidado e desgaste. Assim como a erva-cidreira, que mesmo bem tratada tende a pender, as pessoas também podem se curvar sob o peso das experiências e do tempo, mesmo recebendo atenção e carinho. O contexto histórico da canção, associada a festas rurais e à resistência estudantil em Coimbra, reforça que a música fala de saudade e melancolia, mas também de esperança e renovação. A repetição dos versos e a circularidade da dança tradicional evocam o ciclo da vida, mostrando como beleza e fragilidade caminham juntas, e como olhar para o passado pode trazer consolo e aprendizado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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