
Esconjuro
Monica Salmaso
Rituais de proteção e resistência em “Esconjuro” de Monica Salmaso
A música “Esconjuro”, interpretada por Monica Salmaso, utiliza o ato de esconjurar — afastar ou exorcizar energias negativas — como metáfora para enfrentar dores amorosas e injustiças sociais. O refrão “O amor quando jura a gente esconjura / Pois não vai render” expressa uma desconfiança em relação às promessas de amor eterno, sugerindo que, para evitar sofrimento, é preciso recorrer a rituais de proteção como “figa”, “galho de arruda” e “pé de coelho”. Esses elementos do folclore brasileiro reforçam a ligação da música com a cultura popular e a busca por amparo espiritual diante das dificuldades do dia a dia.
A letra traz imagens do cotidiano rural e urbano, como “a zonza da cigarra no ôco do cajueiro” e “urubú no campanário”, que evocam o ambiente brasileiro e suas tradições. Ao citar “cabloca sem vestido no chicote do marido” e “palavra de sentido milagreiro”, a canção denuncia a violência e a injustiça, mostrando que a palavra — e, por consequência, a música — pode ser instrumento de resistência e transformação. O verso “O corpo da princesa na raiz da mandioca” mistura o sagrado e o profano, aproximando a realeza da terra, enquanto “a moda sertaneja na viola carioca” celebra a diversidade cultural do Brasil. Assim, “Esconjuro” une sentimentos de ternura, dor, esperança e luta, propondo a canção como espaço de cura e afirmação da identidade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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