
Cuitelinho
Monica Salmaso
Saudade e delicadeza regional em "Cuitelinho" de Monica Salmaso
Em "Cuitelinho", Monica Salmaso utiliza o beija-flor como símbolo central para expressar fragilidade e saudade, conectando a natureza do Pantanal à experiência humana de separação. O verso “E o cuitelinho não gosta / Que o botão de rosa caia” destaca a sensibilidade do pássaro e sugere tristeza diante da perda e do fim de ciclos, reforçando o tom melancólico da música.
A letra narra a partida de alguém de sua terra natal, atravessando o Mato Grosso até o Paraguai, em meio a conflitos e batalhas, como em “Lá tinha revolução / Enfrentei fortes bataia”. Esse trecho situa a canção no contexto histórico e geográfico do interior brasileiro e evidencia o peso da saudade e do afastamento da família, como em “Despedi da parentaia”. A saudade é descrita de forma intensa: “A tua saudade corta / Feito aço de navaia”, comparando a dor da distância ao corte de uma navalha, e mostrando o impacto emocional em “Os óio se enche d'água / Até a vista se atrapaia”.
Na última estrofe, presente na versão de Monica Salmaso, o desejo de manter viva a lembrança de quem ficou é expresso em “Vou pegar o teu retrato / Vou botar numa medaia”. O gesto de pendurar o retrato no peito, “que é onde o coração trabaia”, sintetiza a ligação afetiva e a tentativa de amenizar a dor da distância. A interpretação de Salmaso valoriza o folclore regional e a emoção universal da saudade, trazendo delicadeza e profundidade à canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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