
Tajapanema (Foi Bôto, Sinhá)
Monica Salmaso
Lenda e amadurecimento em “Tajapanema (Foi Bôto, Sinhá)”
A música “Tajapanema (Foi Bôto, Sinhá)”, interpretada por Monica Salmaso, explora a lenda amazônica do boto como uma metáfora para o desejo, o mistério e os perigos que cercam a juventude feminina nas comunidades ribeirinhas. O boto, tradicionalmente visto como um ser sedutor que assume forma humana para conquistar jovens mulheres, é apresentado aqui não só como ameaça, mas também como parte inevitável do amadurecimento e das experiências das jovens. Assim, o “bôto” pode ser entendido tanto como personagem do folclore quanto como símbolo dos próprios impulsos e tentações humanas.
A letra destaca o lamento de Tajapanema, que “chorou no terreiro” após a fuga da “virgem morena” para o “costeiro”, evidenciando a preocupação dos pais diante do desaparecimento da filha. O refrão “Foi bôto sinhá / Foi bôto sinhá / Que veio tentá / E a moça levou” faz referência direta à lenda, enquanto o verso “Quem tem filha moça é bom vigiar” reforça o alerta tradicional transmitido entre gerações. Já o trecho “O bôto não dorme no fundo do rio / Seu dom é enorme” sugere que o perigo está sempre presente, representando tanto o fascínio quanto o risco do desconhecido. Ao mergulhar nesse universo mítico, a canção transmite uma atmosfera de mistério e respeito às tradições populares, evocando sentimentos de saudade, temor e fascínio diante do poder de sedução e transformação do folclore brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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