O Lamento da Lavadeira
Monsueto
Desigualdade e resistência em “O Lamento da Lavadeira”
Em “O Lamento da Lavadeira”, Monsueto expõe a dura realidade das trabalhadoras domésticas, especialmente das lavadeiras, ao repetir a frase “Para lavar a roupa da minha sinhá”. O termo “sinhá” remete diretamente ao período escravocrata, quando era usado para se referir às senhoras de escravos, evidenciando como antigas relações de poder e exploração ainda persistem no cotidiano dessas mulheres.
A letra destaca o contraste entre o pouco que a lavadeira tem — “sabão, um pedacinho assim”, “água, um pinguinho assim”, “dinheiro, um tiquinho assim” — e o muito que lhe é exigido — “a roupa, um montão assim”, “trabalho, um tantão assim”. Essa oposição deixa clara a desigualdade social e a exploração do trabalho doméstico, temas recorrentes na obra de Monsueto. O lamento da lavadeira não é apenas uma queixa individual, mas representa a voz coletiva de uma classe trabalhadora invisibilizada, que enfrenta precariedade, cansaço e falta de reconhecimento. Ao abordar essas questões, a música segue relevante e atual, sendo constantemente regravada e reafirmando seu papel de denúncia social na música popular brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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