
Benflogin
Montage
Crítica à medicalização em “Benflogin” expõe ironia social
Em “Benflogin”, do Montage, a repetição de nomes de medicamentos como Lexotan, Diazepan, Rivotril e Valiun (variação de Valium) serve como uma crítica direta à banalização do uso de remédios na sociedade atual. O título faz referência a um anti-inflamatório, reforçando a ideia de que o consumo de medicamentos se tornou algo trivial e cotidiano. A letra destaca a ambiguidade dos efeitos dessas substâncias, especialmente no trecho “Benflogin faz bem faz mal faz bem faz mal pra mim”, mostrando como o uso frequente pode gerar dependência emocional ou física e efeitos contraditórios.
A ironia se intensifica nos versos finais, como “I Love my Pils” (Eu amo meus comprimidos), “Ode to my Pils” (Ode aos meus comprimidos) e “I Tok All my Pils” (Tomei todos os meus comprimidos), onde os remédios são tratados quase como companheiros afetivos. O tom repetitivo e a estrutura simples da música transformam o uso de medicamentos em um mantra pop, questionando até que ponto a sociedade está anestesiada ou dependente dessas substâncias para enfrentar a vida. Além disso, referências a “Stop the Baby” e “Citoteque” (misoprostol, usado para aborto) ampliam o debate, abordando o uso de remédios para fins polêmicos e não convencionais. Assim, “Benflogin” utiliza ironia e repetição para provocar reflexão sobre o consumo desenfreado de medicamentos e suas consequências sociais e emocionais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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