exibições de letras 15.852

Carretera

Morad

“Carretera” e o mapa de fuga, fronteira e consequência

“Carretera” desenha uma rota concreta pelo sul da Espanha e a usa como metáfora de tráfico, fuga e sobrevivência. Quando Morad diz “hago como dos viaje’, uno de ello’ es mentira” (faço como se fossem duas viagens; uma delas é mentira), ele pratica autocensura para não se incriminar e mostra a malícia de quem circula entre Málaga, Algeciras, Granada, Sevilla, Tarifa e Huelva — áreas de fronteira e porto, por onde o contrabando passa. O refrão “Lo que se te quita dudo que te vuelva” (o que te tiram, duvido que volte) impõe a lei da consequência: na rua, perda de dinheiro, mercadoria ou respeito raramente retorna. Daí o alerta “no hable’ raro, sale caro” (não fala estranho, sai caro): assumir responsabilidade e medir as palavras, porque uma fanfarronice sobre “kilo’” (quilos de droga) pode acabar em “se lo quitaron con doble filo” (tiraram dele numa emboscada).

Imagens como “mi coche una hoguera, cruza como cuatro frontera’” (meu carro tá quente, cruza como quatro fronteiras) sugerem um carro “quente” rompendo barreiras, enquanto a enumeração de “barrera’” (barreira) e “frontera’” (fronteira) reforça o corre entre linhas físicas e morais. As cenas de bairro — “ponen maceta’ y no les dura” (colocam vasos e não dura) e “niño’ ya no quieren costura” (os meninos já não querem costura) — mostram o abandono do trabalho honesto por atalhos de alto risco. Até as provocações “no ere’ rey de leone’, porque solo ere’ una gata” (você não é rei dos leões, porque é só uma gata) e “no e’ lo mismo una cuatro pata’, que ponerte a cuatro pata’” (não é a mesma coisa um quatro patas que te colocar de quatro) servem para rebaixar rivais sem se comprometer demais. A narrativa é de aprendizado na porrada: “Aprendí a vivir con to’ lo malo… y di un palo” (aprendi a viver com tudo de ruim… e dei um golpe) e depois “aprendí a minar solo” (aprendi a operar sozinho) — discrição e cálculo. É o ethos drill de Morad: batida dura, relato frio e códigos de sobrevivência. O clipe na garagem, dirigido por Iván Salvador, fixa essa estética crua; é “música pa’ carretera” (música pra estrada) feita para quem vive na pista.

Composição: Morad El Khattouti / SHB / Voluptyk. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Lola. Revisão por Gael. Viu algum erro? Envie uma revisão.

Comentários

Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra

0 / 500

Faça parte  dessa comunidade 

Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Morad e vá além da letra da música.

Conheça o Letras Academy

Enviar para a central de dúvidas?

Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.

Fixe este conteúdo com a aula:

0 / 500

Opções de seleção