
Chão Da Praça
Moraes Moreira
Ritual coletivo e superação em "Chão Da Praça"
"Chão Da Praça", de Moraes Moreira, mostra como a dor coletiva pode ser transformada em alegria e movimento durante o Carnaval, especialmente na Praça Castro Alves, símbolo da democratização da folia em Salvador. O refrão “Tem que dançar a dança que a nossa dor balança o chão da praça” destaca que a dança vai além da celebração: ela é uma resposta à tristeza, um ritual em que o sofrimento é compartilhado e superado pelo ritmo e pela união das pessoas.
A letra faz referência direta à Praça Castro Alves, que nos anos 1970 e 1980 era o centro do Carnaval de Salvador, reunindo multidões de diferentes origens sociais. Ao citar “multidões sem cantor” e “todo pranto rolou”, Moraes Moreira e Fausto Nilo evocam tanto a alegria quanto as dores e desafios vividos por quem frequenta a praça, sugerindo que música e dança são formas de resistência e esperança. O verso “Eu era menino, menino / Um beduíno com ouvido de mercador” traz uma lembrança pessoal, misturando a infância do narrador com imagens de viagem e descoberta, reforçando a praça como espaço de encontros, trocas e sonhos. Assim, "Chão Da Praça" celebra não só a festa, mas também a força coletiva de transformar adversidade em alegria, marcando o início de uma nova era musical que influenciaria o axé e o Carnaval baiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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