Tradução gerada automaticamente

La vie de Cocagne
Moreau Jeanne
A Vida de Cocagne
La vie de Cocagne
Eu sempre sonho em me mandar, em me escapar,Je rêve toujours d'me tirer, d'me barrer,
Em me afastar, em dar o foraD'me tailler, de foutre le camp
Eu que adoraria parar de correrMoi qu'aimerais tant m'arrêter d'cavaler
E ter tempoPrendre le temps
Para ter gatos, gatinhos,D'avoir des chats, des petits chats,
Cães, um monte de crianças,Des chiens, des tas d'enfants,
Uma poltrona velha ao lado da lareiraUn vieux fauteuil au coin du feu
Onde eu poderia me deixar deslizar a dois,Où me laisser glisser à deux,
Ter meus livros à mãoAvoir mes bouquins sous la main
Que se abrem sozinhosQui s'ouvrent d'eux-mêmes
Nas páginas que a gente amaAux pages que l'on aime
E que relê sem fimEt qu'on relit sans fin
Porque a gente amaParce qu'on les aime
Um pequeno campanário de CocagneUn petit clocher de Cocagne
Que eu ouviria tocarQue j'entendrais tinter
No inverno assim como no verão,L'hiver tout comme l'été,
A noite, o dia, na campanhaLa nuit, le jour, sur la campagne
Me dariam vontade de não mudar mais minha vida,Me donneraient envie de n'plus changer ma vie,
A gente veria toda noiteOn verrait chaque soir
O turbilhão louco do mundo na TV,L'tourbillon fou du monde devant la télé,
Meus gatos, meus cães dormindo aos nossos pésMes chats, mes chiens roupillant à nos pieds
Com os olhos fechadosÀ poings fermés
E que lá fora o vento de invernoEt qu'au dehors le vent d'hiver
Faria um esforço danadoSe donnerait un mal de chien
Para fazer os álamos se curvaremPour faire plier les peupliers
Que teríamos plantado a doisQue nous aurions plantés à deux
E as noites de outono escorregariamEt les soirées d'automne couleraient
Doces e monótonasDouces et monotones
E cada noite diríamos "amor, vamos comemorar"Et chaque nuit on se dirait "chéri, on réveillonne"
Ai! Que vida pequena de CocagneAïe ! Quelle petite vie de Cocagne
No inverno assim como no verãoL'hiver tout comme l'été
Eu não conseguiria me cansar,J'pourrais pas m'en lasser,
A noite, o dia, na minha campanhaLa nuit, le jour, dans ma campagne
Nem vista nem conhecida no meu cantinho perdidoNi vue et ni connue dans mon petit coin perdu
Mas lá vem a hora de eu me mandar, me escapar,Mais v'là qu'il faut me tirer, me barrer,
Me afastar, dar o fora,Me tailler, foutre le camp,
Eu nem tenho tempo de me esquecerJ'ai même pas l'temps d'm'oublier
Um instante longe do presente,Un instant loin du présent,
Adeus meus gatos, meus gatinhos, meus cãesAdieu mes chats, mes petits chats, mes chiens
Adeus o vento,Adieu le vent,
Essa poltrona velha ao lado da lareira,Ce vieux fauteuil au coin du feu,
Eu nunca teria me escondido a doisJ'm'y serais jamais planquée à deux
É uma pena esse sonho que eu tenho todo diaC'est bête ce rêve que j'fais chaque jour
No meu carrinhoDans ma p'tite auto
Voltando do trabalhoEn venant du bureau
Que estraga minha vida de nostalgia.Qui pourrit ma vie de nostalgie.



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