
Dormi no Molhado
Moreira da Silva
Resiliência e dignidade em "Dormi no Molhado" de Moreira da Silva
"Dormi no Molhado", de Moreira da Silva, destaca a luta pela sobrevivência e a defesa da dignidade diante das adversidades. A letra apresenta um personagem que, mesmo tendo passado fome e enfrentado situações extremas, como "enfrentei uma marreta na pedreira São Diogo / Quebrando pedra roliça / Passando a pão e a lingüiça / Dormindo no cais do porto", recusa-se a pedir esmola. O realismo dos versos evidencia o cotidiano difícil de quem sobrevive com pouco, mas valoriza o esforço próprio e o trabalho honesto.
Lançada em 1942, a música reflete o contexto social da época e a trajetória de Moreira da Silva, que teria adquirido o samba de Zé da Zilda. A canção critica abertamente quem prefere viver de esmolas, como no trecho "Eu também já passei fome... Mas nunca pedi tostão", e enumera diversos trabalhos humildes realizados pelo personagem, como cortador de asfalto, garçom de gafieira, peixeiro e quitandeiro. Até mesmo ao mencionar ter sido bicheiro e apanhar "como um ladrão", o personagem mantém o orgulho de não ter recorrido à mendicância. O humor aparece no final, quando diz "Já me disseram até que eu virava lobisomem", mostrando sua capacidade de se reinventar. Assim, "Dormi no Molhado" é um retrato direto e honesto da resiliência dos mais pobres, valorizando a dignidade e a superação diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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