
O Analfabeto
Moreira da Silva
Crítica social e humor em “O Analfabeto” de Moreira da Silva
Em “O Analfabeto”, Moreira da Silva usa a ironia para transformar a exclusão social em situações cômicas, como no trecho em que o personagem confunde "vocabulário" com comida: “O meu prato está cheinho / Aceito um bocadinho só, pra eu provar”. Esse tipo de confusão não só provoca o riso, mas também evidencia o abismo cultural enfrentado por quem não teve acesso à educação formal, mostrando como o analfabetismo limita a autonomia e expõe o indivíduo ao constrangimento.
O artista utiliza o samba-de-breque para inserir comentários falados, reforçando o tom coloquial e irônico da música. Isso torna a crítica social mais acessível e leve. Ao dizer “O analfabeto é um papagaio / Só fala porque ouve outro falar”, a letra sugere que a falta de leitura e escrita impede a formação de opinião própria, obrigando o analfabeto a depender dos outros para se informar e se expressar. O humor, nesse contexto, não serve apenas para entreter, mas também para denunciar de forma sutil a marginalização de quem não sabe ler nem escrever, ressaltando a importância da educação como ferramenta de inclusão e dignidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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