
Rei do Gatilho
Moreira da Silva
Humor e paródia do faroeste em “Rei do Gatilho” de Moreira da Silva
“Rei do Gatilho”, de Moreira da Silva, transforma o universo dos filmes de faroeste em um samba de breque repleto de humor e ironia. O personagem Kid Morengueira, um anti-herói carismático, conduz a narrativa brincando com clichês do gênero, como o telegrama urgente, a mocinha em perigo e o duelo no saloon. Tudo é apresentado de forma exagerada e divertida, deixando clara a intenção de parodiar os enredos hollywoodianos. Os famosos "breques" – trechos falados que interrompem o ritmo – reforçam o tom teatral e descontraído, aproximando o ouvinte da atmosfera de um filme de ação, mas com o toque brasileiro da malandragem e irreverência.
A letra foi inspirada diretamente nos filmes de faroeste americanos, o que fica evidente em versos como: “Botei na cinta dois revólveres que atiram / Sem que eu precise nem ao menos me coçar”, satirizando a habilidade exagerada dos pistoleiros do cinema. O suspense “de matar o Hitchcock” e o duelo final, em que “ninguém sabe quem morreu”, mostram como a música mistura referências cinematográficas com o humor típico do samba de breque. O desfecho, em que o narrador se casa com a viúva do bandido e ainda faz mistério sobre o final, reforça o espírito brincalhão e a quebra das expectativas do gênero, consolidando Kid Morengueira como um personagem icônico e bem-humorado do samba.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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