Sonego
Moreno Morais
Resistência e identidade negra em "Sonego" de Moreno Morais
Em "Sonego", Moreno Morais utiliza o verbo "sonegar" como símbolo de resistência e autonomia. Ao repetir "Sonego, não nego e vou sonegar / O que for imposto ao gosto do meu paladar", o artista ressignifica o termo, tradicionalmente ligado à ilegalidade, para expressar a recusa em aceitar imposições sociais, raciais e culturais que tentam limitar sua identidade. Aqui, sonegar é um ato de proteção da própria essência e dignidade, uma escolha consciente de não consumir ou absorver o que é imposto de fora.
A letra traz críticas diretas à hipocrisia e ao preconceito estrutural do Brasil, como em "Nosso país é puro, mas daquele jeito / Pura hipocrisia, puro preconceito". Moreno Morais também faz referência à ancestralidade negra ao citar "Que a bisavó pulava a cerca toda noite com Zumbi", conectando a luta atual à resistência histórica dos negros e evocando Zumbi dos Palmares como símbolo de orgulho e enfrentamento. Ao abordar frases como "Você me disse um dia que ser negro é um fardo / E esclarece que não é negro, é pardo", o artista denuncia o racismo velado e a tentativa de embranquecimento presentes na sociedade. Dessa forma, "Sonego" se apresenta como um manifesto de afirmação identitária e recusa das estruturas opressoras, celebrando a coragem de reivindicar a própria história e viver com autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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