
Lembrança de Boiadeiro
Moreno e Moreninho
Saudade e identidade rural em "Lembrança de Boiadeiro"
"Lembrança de Boiadeiro", de Moreno e Moreninho, retrata a saudade e o sentimento de deslocamento de quem deixou a vida no campo para viver na cidade. A letra destaca o contraste entre a liberdade do sertão e a tristeza da vida urbana, como nos versos: “Hoje eu moro na cidade / Levo a vida amargurada / Os meus olho enche d’água / Quando eu vejo uma boiada”. Esse trecho evidencia a dor de quem sente falta das raízes e do cotidiano rural, tema recorrente na obra da dupla, que sempre valorizou a cultura caipira e as tradições do interior, como a Folia de Reis e a catira.
A música também celebra a identidade do boiadeiro, usando imagens do dia a dia desse personagem, como em “comprei um macho picaço / pra podê cortá estrada” e “eu tocava meu berrante / e seguia a caminhada”. O ato de “pendurar o arreio” e “guardar o berrante” simboliza o fim de uma fase, mas também a preservação das lembranças como forma de manter viva a própria história. O verso “meu nome ficou gravado / nas porteira das estrada” reforça a ideia de que, mesmo longe da lida, o boiadeiro deixa sua marca e contribui para a memória e a identidade cultural do interior do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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