
Mulher Gorda
Moreno e Moreninho
Humor e exagero rural em “Mulher Gorda” de Moreno e Moreninho
A música “Mulher Gorda”, de Moreno e Moreninho, utiliza o exagero e o humor para criar uma personagem feminina com características físicas e comportamentais fora do comum. Seguindo a tradição sertaneja de sátira e paródia, a canção é uma paródia de “Mula Preta”, de Raul Torres, o que já indica a intenção de brincar com o absurdo. Isso fica evidente nas descrições hiperbólicas, como “sete palmo de cadeira”, “quatrocentos quilos antes que ela se alimenta” e “nunca tomou banho porque não cabe no banheiro”. Esses exageros não buscam realismo, mas sim provocar o riso por meio do absurdo, algo típico do humor rural da época.
O tom irônico aparece também na postura do narrador, que mistura reclamações e resignação diante da situação. Exemplos disso são frases como “A despesa da mulher não tem homem que aguenta” e “Nóis casemo na polícia foi o conselho que deu”. O desfecho, em que o narrador afirma ter se separado da mulher e que “quem passou vergonha fui eu”, reforça o caráter cômico e autodepreciativo da narrativa. Embora esse tipo de humor fosse comum e aceito nos anos 1970, hoje pode ser considerado ofensivo, principalmente pela forma como aborda questões de aparência e peso. Ainda assim, a música reflete uma época em que o sertanejo usava a sátira e o exagero para tratar temas do cotidiano de maneira inusitada e engraçada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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