Meu Labor das Matas
Morro da Crioula
Tradição e espiritualidade em “Meu Labor das Matas”
“Meu Labor das Matas”, do Morro da Crioula, destaca a forte relação entre a tradição afro-brasileira e a espiritualidade ligada às matas, tendo Malunguinho como figura central. Malunguinho, chamado de “rei da mata”, é uma entidade cultuada especialmente no Catimbó e na Jurema Sagrada, religiões de matriz africana e indígena do Nordeste. Elementos como “encruza” (encruzilhada) e “chapéu furadinho” aparecem na letra, remetendo a símbolos de proteção, caminhos espirituais e à presença de entidades guardiãs nessas tradições.
O verso “Eu tava lá na mata / Esperando malunguinho” sugere um ritual de busca por orientação e força, reforçando a mata como espaço sagrado de encontro com o divino. A repetição de “Salve a coroa do rei malunguinho” e o pedido “Seca seca meu rei malunguinho, virando os contrários do nosso caminho” expressam respeito e súplica por proteção contra adversidades e energias negativas. No contexto das religiões afro-brasileiras, “contrários” são obstáculos espirituais ou pessoas que desejam o mal, e pedir para “virar” esses contrários é buscar equilíbrio e segurança. Assim, a música celebra a resistência, a ancestralidade afrodescendente e a fé, transmitindo reverência e pertencimento cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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