
Nomes de Favela
Moyseis Marques
Memória e crítica social em "Nomes de Favela"
"Nomes de Favela", interpretada por Moyseis Marques e composta por Paulo César Pinheiro, utiliza os nomes de comunidades cariocas como Cantagalo, Cachoeirinha, Mangueira e Rocinha para construir uma reflexão sobre a perda de identidade e a transformação das favelas. A letra faz jogos de palavras que ligam o nome de cada favela a elementos que já não existem mais, como em “O galo já não canta mais no Cantagalo”, “A água não corre mais na Cachoeirinha” e “Menino não pega mais manga na Mangueira”. Essas imagens mostram como a essência e a simplicidade desses lugares foram substituídas por problemas urbanos, violência e deterioração social.
A canção é uma crítica direta à transformação negativa das favelas, destacando a saudade de tempos mais tranquilos. Isso fica claro em versos como “Não sou do tempo das armas / Por isso ainda prefiro / Ouvir um verso de samba / Do que escutar som de tiro”, que contrapõem a cultura do samba à violência atual. O trecho “Pela poesia dos nomes de favela / A vida por lá já foi mais bela” resume o sentimento de nostalgia e alerta para a urgência de mudanças. O final da música reforça a crítica social ao sugerir que, se nada mudar, até mesmo os nomes das favelas – carregados de história e significado – podem perder seu sentido, tornando o apelo por transformação ainda mais forte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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