Epiteto (part. JEHU)

Murisko

Levando a vida tipo Epiteto
Pra não ter queixas no meu epitáfio
Só me apetece o que não é concreto
Por isso mato minha fome no asfalto

O resto eu desconto no álcool
Bastardo procurando escalpos
A morte e seu físico esbelto
A musa que enche os estádios

A culpa é o primeiro estágio
Depois do primeiro estojo
E o que se começa em sigilo
Acaba no litigioso

Nenhum vestígio
Nenhum registro
Soube que Deus não é religioso
Não basta mais ser um colírio
Se o virús que chega já é contagioso

Meu contemporâneo morre pela prata
Na terra onde crânios se tornam pinhata
O olho dilata
O homem de lata se auto enferruja
E com tempo se torna sucata

A mente é volátil
Carros no pátio
O teto retrátil protege minha casca
O cérebro funde se não tem resposta
Eu rezo pro bota não ser telepata

Nem só de ouro vive um rei
Dos males quero replay
Dos galhos eu sou o primata
Da mata matusalém

Da noite eu quero os seios
A vista e o manuseio
Fazendas de veraneio
Sem rodeio, no roteiro

Eu quero tudo
O lucro e o conteúdo
Brinquedo fura blusa
Monstro da TV de tubo

Com habilidade impecável me anulo
Maldade elevada ao cubo
Sozinho num quarto escuro
Antes amargo do que inseguro

Quem avisa amigo é
De encontro ao meu ponto cego
Levado só pela fé
Mas navego feito Noé

Nadando onde não da pé
Contando estrelas no teto
Nem sei mais o que é certo
Eu me cerco de objetos

Quem avisa amigo é
De encontro ao meu ponto cego
Levado só pela fé
Mas navego feito Noé

Nadando onde não da pé
Contando estrelas no teto
Nem sei mais o que é certo
Eu me cerco de objetos
Quem avisa amigo

Se eles lê a minha mente
É certeza que se arrepende
Estoura a represa
Meus pensamento é enchente

Preferente ao silêncio
Se em presença de gente
Capaz de eu ir preso
Se eu mostro as presa pra quem eu

Desconheça, eu
Pago esse pedágio
Sem ler o preço, eu
Vejo esse presságio
Tô sem cabeça
Eu sou um hecatonquiro
O pavio tá aceso
Adeus é um hecatombe no

Lendo o pentateuco
Com meus nervos a flor da pele
Passa melaleuca
Tenta reduzir o estresse
Ir no terapeuta não adianta
É o que parece
Se tu crê em Deus
Ajoelha e faz uma prece

Não me desce essa espécie
A qual eu pertenço
Essa vida terrestre
Não fecha muito com quem eu sou

Mais um semestre
Mais um pedestre perecendo
Mesmo sem ser celeste
O que nós merece mais tá tendo


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