
Megalomania
Murisko
Crítica à corrupção e ostentação em “Megalomania” de Murisko
Em “Megalomania”, Murisko utiliza ironia e referências diretas para criticar a busca desenfreada por poder e riqueza no Brasil. A repetição de frases como “Megalomania plus size” e “171 enterprise” destaca como o desejo de ascensão social está ligado ao estelionato e à corrupção. O termo “171” faz referência ao artigo do Código Penal Brasileiro sobre estelionato, enquanto “enterprise” sugere que o crime se tornou um negócio lucrativo. Ao mencionar políticos como FHC e Collor em “Só muda o protocolo / FHC e Collor”, Murisko conecta a ambição desmedida à história política do país, apontando para a recorrência de escândalos e a impunidade dos poderosos.
A letra também aborda a superficialidade das relações e a mercantilização de tudo, como em “Diga-me seu preço / Seu valor de passe” e “Quem muito se oferece acaba virando oferenda”. Aqui, o artista mostra um ambiente onde tudo tem um preço e a ostentação é tanto celebrada quanto cobrada. O verso “Veja-me em revistas ou em tribunais” sugere que fama e crime andam juntos. Já “Lava a grana / Esconde as gramas / Tira as manchas e as digitais” faz alusão à lavagem de dinheiro e à tentativa de apagar rastros de crimes financeiros, reforçando a crítica à corrupção sistêmica. No final, a repetição de bens materiais e conquistas (“Minhas mansões, ações, cartéis, cartões”) evidencia o vazio dessa obsessão por acumular, resumindo o espírito de megalomania que dá nome à música.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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