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Dor e transformação em "Larvas" de Murisquitta

Em "Larvas", Murisquitta utiliza a imagem das larvas para simbolizar traumas e sentimentos reprimidos que se instalam desde a infância e continuam a afetar a vida adulta. A repetição da palavra "larvas" reforça como essas dores não resolvidas permanecem vivas, "cavando túneis na carne da infância" e "fazendo ninho onde eu guardei segredos". Esses versos mostram que experiências dolorosas ignoradas ou reprimidas acabam se tornando parte da identidade, corroendo o bem-estar emocional ao longo do tempo.

A música também critica as expectativas e rótulos impostos pela sociedade, como em "me enfiaram rótulos como pregos / bonita, quieta, educada demais". Aqui, Murisquitta denuncia como elogios superficiais podem servir para esconder o sofrimento real, funcionando como "pá de terra sobre o que eu queria gritar". No trecho final, "se um dia eu virar borboleta, vai ser com asas de cicatriz", a artista sugere que, apesar das marcas profundas deixadas pelos traumas, existe a possibilidade de transformação. No entanto, essa mudança carrega as cicatrizes do passado, mostrando que a superação não apaga as dores, mas permite que a pessoa se reinvente a partir delas.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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