
Sozinho Na Noite
Muryell e Rafael
Solidão e poesia em "Sozinho Na Noite" de Muryell e Rafael
Em "Sozinho Na Noite", Muryell e Rafael apresentam um retrato sincero da solidão e da sensibilidade de quem vive à margem. O protagonista se define como “um caso perdido, um amante da Lua, um incompreendido, um lixo da rua”, expressando não só o isolamento, mas também a sensação de não pertencimento e de ser julgado pela sociedade. A lua aparece como confidente silenciosa, reforçando a ideia de que, mesmo sozinho, o personagem encontra algum tipo de companhia em sua própria introspecção.
A música explora a essência do ser poeta, marcada por uma mistura de loucura, amor intenso e desejo de justiça. Isso fica claro em versos como “sede, justiça, esperança no vento” e “fé na sinceridade”, que mostram a busca por algo maior, mesmo diante das dificuldades. Metáforas como “faço das janelas meu palco de show” ilustram a tentativa de se expressar apesar do isolamento, enquanto as “mãos às vezes tensas” e as “marcas do passado” revelam a luta interna contra lembranças dolorosas. O medo da inveja e a preocupação com a deturpação da poesia por “gente má” evidenciam a vulnerabilidade de quem se expõe através da arte. No fim, a canção transmite esperança, sugerindo que, apesar das dores e da saudade, existe a possibilidade de superação e de um tempo melhor.



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