
Fuga N° II
Os Mutantes
A busca por autonomia feminina em “Fuga N° II”
Em “Fuga N° II”, Os Mutantes apresentam uma perspectiva inovadora ao narrar a história pelo olhar de uma jovem que decide fugir de casa. Ao inverter a lógica tradicional de músicas como “She's Leaving Home”, dos Beatles, o grupo coloca a experiência feminina e o desejo de autonomia no centro da canção. A frase “Hoje eu vou fugir de casa / Vou levar a mala cheia de ilusão” expressa claramente a vontade de liberdade e a esperança de um futuro diferente, enquanto a “mala cheia de ilusão” representa tanto os sonhos quanto as incertezas típicas do início da vida adulta.
A música mistura aventura e risco, como se vê em “Vou correr num automóvel enorme e forte / A sorte e a morte a esperar”, refletindo o espírito inquieto da juventude dos anos 1960. Imagens como “faróis altos e baixos que me fotografam” e “dois olhos de mercúrio iluminam meus passos” sugerem a sensação de vigilância social, mas também a curiosidade diante do novo. O verso “Pra onde eu vou, venha também” transforma a fuga individual em um convite coletivo para desafiar padrões e buscar novos caminhos. A instrumentação, que inclui harpa, conga e metais, reforça o clima de leveza e aventura, tornando a faixa um manifesto existencialista e feminista, conectado ao contexto cultural brasileiro da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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