
Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock and roll
Os Mutantes
Irreverência e liberdade em “Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock and roll”
A música “Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock and roll”, dos Mutantes, já chama atenção pelo título exagerado e cômico, que coloca o amor pelo rock acima de qualquer laço afetivo tradicional. Essa escolha não é literal, mas sim uma paródia do espírito rebelde do rock dos anos 1950, especialmente de músicas como “Blue Suede Shoes”, de Carl Perkins, que também brincava com prioridades inusitadas. Os Mutantes, conhecidos pelo humor ácido e pelo experimentalismo, usam essa hipérbole para satirizar tanto a devoção fanática à música quanto os valores convencionais da sociedade brasileira da época.
Na letra, situações cotidianas de privação — como ficar sem cigarro ou sem dinheiro — são relativizadas pela presença do rock and roll, que se torna o verdadeiro combustível do narrador. As referências a ícones como Elvis Presley, Little Richard e Demétrius reforçam a ideia de que o universo do rock é mais importante do que qualquer relação pessoal, mas também funcionam como uma homenagem bem-humorada aos ídolos do gênero. O trecho “Domingo de manhã / Saí pra caçar rã / Foi quando à minha frente / Apareceu a sua irmã” traz um toque de nonsense e duplo sentido, típico do estilo dos Mutantes, sugerindo situações absurdas e encontros inesperados. Assim, a música celebra o rock como símbolo de liberdade, irreverência e desafio aos padrões estabelecidos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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