
Ave, Lúcifer
Os Mutantes
Rebeldia e liberdade em “Ave, Lúcifer” dos Mutantes
Em “Ave, Lúcifer”, Os Mutantes usam a figura de Lúcifer para desafiar tabus religiosos e simbolizar a busca por liberdade em meio à repressão política dos anos 1960 no Brasil. Elementos como “maçãs”, “serpente” e “Éden infernal” aparecem na letra para reinterpretar o mito bíblico da tentação, transformando-o em uma celebração do desejo, da individualidade e da transgressão das normas sociais e morais.
A canção cria um clima sensual e misterioso ao subverter o conceito tradicional de paraíso. O verso “Anjos e arcanjos não pousam neste Éden infernal” mostra um espaço de prazer e liberdade, mas também de exclusão das figuras de autoridade e pureza. A serpente, que normalmente representa o mal, aqui se torna símbolo de cumplicidade e libertação: “Lúcifer da floresta que tenta me abraçar”. O convite ao amor secreto, como em “um paraíso num abraço amigo / sorrirá pra nós / sem ninguém nos ver”, reforça a ideia de que a verdadeira felicidade está longe dos olhares julgadores. O pedido final, “tragam Lúcifer pra mim / em uma bandeja pra mim”, representa a aceitação da própria natureza, dos prazeres e da autonomia, em oposição à repressão e à moralidade tradicional. A música mistura provocação, sensualidade e crítica social, marcas do tropicalismo e da postura ousada dos Mutantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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