
O Relógio
Os Mutantes
Frustração e impotência diante do tempo em “O Relógio”
A música “O Relógio”, de Os Mutantes, explora como a espera e a frustração podem transformar até mesmo objetos valiosos em símbolos de inutilidade emocional. O relógio, descrito com detalhes como “antimagnético” e “22 rubis”, vai além de um simples acessório sofisticado: ele representa a esperança de que algo externo possa aliviar a ansiedade causada pela ausência de alguém importante. Quando o relógio “para” e “desiste para sempre de ser”, a letra reforça a sensação de impotência diante do tempo que não passa e da espera que não se resolve, mesmo com todos os recursos materiais disponíveis.
O contraste entre a qualidade do relógio e sua incapacidade de funcionar — “Que vantagem eu levei? / Em ter um relógio que é suíço ou inglês / Sem andar” — destaca a ironia de possuir algo valioso que não cumpre sua função. Isso evidencia como bens materiais se tornam inúteis diante de dilemas afetivos e existenciais. A cena final, em que o personagem se atira ao mar com o relógio nas mãos, intensifica o tom melancólico e resignado da canção, sugerindo uma entrega ao desespero ou à aceitação de que certos acontecimentos fogem ao nosso controle. A alternância entre momentos suaves e explosões psicodélicas na música reforça essa tensão emocional, traduzindo em som o conflito entre esperança e frustração presente na letra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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